
“Muito mudou, Faerûn já não é a mesma, e temo eu, que tempos piores estão por vir.
Fico feliz de ver muitos rostos novos hoje aqui, e mais ainda de ver rostos antigos, mas ainda reconfortantes. Bem vindo amigos! E obrigado por atenderem ao pedido de um velho.
Os convoquei para vir à Fang, um dos poucos lugares seguros que restaram, hoje, dia primeiro do mês de Nightal de 1384 CV, dia do Festival da Lua, não somente para celebrar nossos ancestrais e honrar os mortos, mas também para reagir. Quanto tempo mais vamos ficar parados, assistindo a destruição das coisas que amamos?
Algo precisa ser feito, e rápido.
Muito do Norte já se entregou, com exceção de poucas cidades como Lua Argêntea, Adbar e Felbarr, que ainda lutam bravamente contra as gigantescas hordas orcs lideradas pelo rei Obould Muitas Flechas, que devasta e domina tudo o que cruza seu caminho.
Toda a Costa da Espada está em caos, piratas que saqueiam todas as cidades que seus olhos conseguem enxergar, é um milagre que Águas Profundas ainda não tenha caído.
Obscura, a Cidade Voadora já conquistou todo o Anauroch, o Grande Deserto se transformou na fortaleza dos vultos, que também já dominaram o Mar da Lua, e neste exato momento estão investindo contra a Terra dos Vales.
Sembia se fechou de vez para toda Faerûn que não faz parte das regiões do seu domínio, eles, sembianos, não se importam com nada que vá além de suas fronteiras.
Praticamente todo o Oriente inacessível está sob o poder de Thay, que concentra cada vez mais poder arcano, através de seus poderosos Magos Vermelhos, a esperança já abandonou a região por completo.
O Sul Brilhante, como era conhecido antigamente, hoje marcha sob uma única bandeira, com símbolo da Mão Negra, do Senhor das Trevas, Bane, que hoje é, talvez, o deus mais poderoso de nosso abalado panteão.
A Península Chultiana e as regiões próximas estão nas trevas, mortos-vivos reinam na noite, não há mais vida, não sobrou quase nada em que o Culto da Morte, liderados pelo próprio Myrkul não tenha levado para a escuridão.
Muitas outras organizações malignas e horrores vagueiam e colocam seus planos em ação por toda a Faerûn, males que nem imaginamos.
Como vocês podem perceber, Cormyr, além de assolada pela rede de intrigas que tomou a realeza, está cercada por perigos vindos de todas às direções.
E como se já não bastasse, histórias sobre uma criatura terrível e desconhecida é ouvida em cada esquina, uma criatura que não deixa sobreviventes, apenas destruição, que vagueia por todas as regiões, farejando o medo.
Não temos notícias de outras regiões há tempos.
...
Não existe piedade. Os bons estão com medo. Quase não há mais esperança. Por onde vocês andaram heróis?
Precisamos nos organizar.
Vamos hastear uma bandeira única contra o mal, seremos o último fio de esperança. A única esperança.
Por isso eu os convoco, a harpa não se calará, vamos Harpistas, vamos nos reunir novamente e lutar, até o último suspiro, até o último raiar!”
-Elminster do Vale das Sombras
Fang, Conselho da Harpa, 1384 CV
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